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RIDESA: PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

A parceria público-privada já existia desde o PLANALSUCAR, porém foi mantida e aperfeiçoada pela RIDESA. Durante o PLANALSUCAR, o governo federal financiou a maior parte das pesquisas. As tecnologias desenvolvidas, inclusive as variedades, eram validadas nas empresas. Esta interação dos pesquisadores do PLANALSUCAR com as empresas proporcionou a continuidade dessa ação na RIDESA.

 

Todavia, neste segundo momento, o custeio dessa pesquisa passou a ser financiado pelas usinas, destilarias e fornecedores de cana, tendo como contrapartida das Universidades a dedicação parcial de professores, pesquisadores, técnicos e alunos para desenvolvimento do programa de melhoramento genético da cana-de- açúcar das cultivares RB. São 313 empresas com contratos de parceria com as Universidades, representando cerca de 75% das entidades brasileiras produtoras de cana, açúcar, etanol e bioeletrecidade.

 

Desta forma, a validação e adoção de uma nova variedade é muito facilitada. Isto é, no momento de liberação de uma nova variedade, há empresas que já a estão cultivando em grandes áreas. Isso acontece porque todas as empresas parceiras recebem os clones RB para avaliação em experimentos, alguns anos antes de sua possível liberação como nova variedade.

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Este modelo RIDESA de parceria com as empresas permite a definição do manejo de cultivares. São centenas de experimentos conduzidos nas usinas e destilarias para esta finalidade. Adicionalmente, os clones RB de maior produtividade nos experimentos são avaliados em áreas de 10 a 100 hectares, em diferentes condições de manejo. Desta forma, há uma interação muito positiva entre a equipe das Universidades e a equipe das empresas, potencializando o número de observações e o planejamento conjunto da formação dos viveiros de mudas, especialmente dos novos genótipos que poderão ser liberados como novas variedades RB.

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Variedades RB de cana-de-açúcar

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